22 Mai 2020

Tecnologia é aliada dos professores durante aulas remotas

Mais do que usar ferramentas de videoconferência, docentes têm encontrado formas diferentes de levar conteúdo aos estudantes com a ajuda da tecnologia

Desde que as restrições impostas pelo coronavírus levaram as universidades a interromperem as atividades presenciais, a troca de conhecimentos entre professores e estudantes passou a ter desafios extras: a adaptação ao ensino remoto e a criação de um modelo de aulas igualmente interessante. Foi então que a tecnologia surgiu como uma aliada importante, para além das videoconferências.

No curso de Medicina da PUCPR, a solução foi olhar sob uma nova perspectiva para uma ferramenta que já existia. A mesa interativa digital para estudo do corpo humano, criada na PUCPR e lançada em 2019, passou a ser uma grande parceira do professor Geraldo Sebben, que ministra aulas de anatomia. O equipamento grava vídeos com os diversos ângulos das peças escolhidas pelo professor e, depois, o material é usado nas aulas remotas.

 

Tecnologia aliada dos professores

“Eu coloco o vídeo, compartilho com os estudantes a minha tela e vou explicando o conteúdo sobre cada órgão, por exemplo, com a ajuda das imagens, que são bem realistas. Dessa forma, eu consigo mostrar diferentes perspectivas, parar, sinalizar algum detalhe, voltar as imagens e explicar novamente se eles tiverem alguma dúvida”, conta Sebben.

Em 2020, a mesa foi aprimorada, dando mais possibilidades para o aprendizado e permitindo que a experiência durante as aulas remotas fosse ainda melhor, conforme explica o professor Edson Justino, responsável pelo projeto: “No começo do ano conseguimos fazer uma versão 2.0 da mesa, que mostra os diferentes sistemas do corpo separadamente. Isso permite que os professores e estudantes consigam acessar apenas os órgãos do sistema respiratório, por exemplo, e se aprofundem nele."

A The Visible Human Table foi uma criação do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGIa) da Escola Politécnica, em parceria com a Escola de Medicina. Com a ajuda de um grande banco de dados com imagens em alta definição foi possível construir uma mesa digital com modelos fiéis do corpo humano em termos de escala, detalhes e cores de ambos os gêneros.

Soluções também para os projetos

Foi um olhar criativo sobre as ferramentas que também permitiu aos estudantes do curso de Jogos Digitais da PUCPR participarem de um evento no ambiente virtual. Antes do isolamento, o momento dos testes dos jogos e feedbacks para os desenvolvedores acontecia em um evento na Universidade. A ideia do professor Anderson Vermonde, então, foi reproduzir esses espaços dentro das ferramentas de conversa.

“Criamos diversas salas de conversa e cada equipe tinha uma com o seu nome, como seria o stand físico. Então as pessoas entravam, acessavam o jogo, testavam e davam feedback instantaneamente. Diversos cursos foram convidados e podiam testar todos os jogos que quisessem. Além disso, também criamos algumas janelas de interação como a sala Cantina, onde as pessoas iam conversar depois dos testes”, explica o professor.

 

PUC Game Show

A solução também permitiu a integração de estudantes de diferentes turnos e abriu novas possibilidades de aprendizado. Sem a necessidade de deslocamento, muitos estudantes conseguiram se adaptar para participar das atividades dos colegas. “Tivemos um grupo com estudantes da manhã e da noite que se conheceu por essa atividade e está criando um jogo junto, de forma independente da disciplina. Também temos estudantes participando da orientação de colegas para melhorar os seus próprios projetos. Então, essa possibilidade deu abertura para eles se desenvolverem e ampliarem os conhecimentos”, explica o professor Vermond.